São
Miguel dos Santos Presbítero e religioso trinitário
Padroeiro
da Juventude Trinitária
(1591-1625)
São
Miguel dos Santos, pertencente à Ordem Trinitária e apelidado de o “estático”
por causa dos frequentíssimos arrebatamentos aos quais estava sujeito, nasceu
no dia 29 de setembro de 1591 em Vich, na Catalunha (Espanha), era o sétimo dos
oito filhos que Henrique Argemir teve de Margarida Montserrat, ambos de nobre
prosápia, mas decaídos da primitiva grandeza. À fonte batismal lhe foi imposto
o nome de Miguel.
O
pai, tabelião e conselheiro da municipalidade, antes de se dedicar ao seu
trabalho ia para escutar toda manhã a Missa com os filhos mais crescidos e à
noite recitava em casa, com os criados e os familiares, o terço. Miguel, dotado
de excelente índole e de precoce inteligência, aprendeu dos pais a elevar cedo
a mente e o coração a Deus, a obedecer também ao preceptor, a ser paciente com
os irmãos, serviçal com os companheiros e caridoso com os infelizes.
Desde
criança o santo demonstrou um invencível horror ao pecado e um vivo desejo de
vida penitente. Divertia-se construindo altarzinhos, cantando louvores sagrados
ou repetindo as cerimônias litúrgicas que tinha visto realizar-se na igreja.
Passava longo tempo do dia no oratório doméstico onde conduzia outros
menininhos aos quais recomendava serem bons e obedientes.
Mais
de uma vez foi surpreendido chorando, enquanto beijava o crucifixo, agachado
num cantinho solitário. À leitura da vida dos santos anacoretas, teve a idéia
de se retirar para fazer vida eremítica na gruta de Montseni, nos arredores da
cidade, junto com alguns companheiros afervorados por seu zelo. O pai,
naturalmente, se opôs. Permitiu-lhe somente observar o jejum quaresmal três
vezes por semana, e de distribuir aos pobres quanto subtraía às refeições.
Miguel adaptou também às suas costas uma cruz de madeira e começou a passar a
noite acomodado, com freqüência, sobre uns sarmentos com uma pedra abaixo da
cabeça. Açoitava-se com correias, e um dia, enquanto os seus familiares
vindimavam, avançou num bosque para revolutear-se numa sarça de espinhos pela
irresistível necessidade que sentia em sofrer “por amor a Jesus e à imitação de
São Francisco”.
O
desejo de levar uma vida retirada e crucificada induziu Miguel a bater às
portas dos conventos de Vich. Foi por todos rejeitado por causa da tenra idade.
O que fazer? Decidiu emitir, apesar de ter somente nove anos, o voto de
virgindade, na igreja das Dominicanas de Santa Clara. Mereceu, com tal gesto,
ser livrado por toda a vida das tentações de impureza.
Aos
quatro anos Miguel tinha ficado órfão de mãe; aos onze ficou órfão também de
pai. O tutor lhe fez interromper os estudos para empregá-lo como garçom num
comércio. Tanto ele como seus irmãos não queriam que abraçasse a vida religiosa
porque, para eles, não convinha ao decoro da estirpe. Guiado pelo Espírito
Santo, em 1603 fugiu para Barcelona a pé, com a esperança que o Senhor teria
guiado os seus passos. Às portas da cidade uma pobre mulher teve compaixão dele
e ofereceu-lhe hospitalidade. No dia seguinte foi para escutar a Missa na
igreja mais perto, que era a dos Trinitários. Enquanto rezava, Deus lhe fez
compreender que o queria entre aqueles religiosos. No começo foi acolhido como
coroinha. Vestiu o uniforme branco dos Trinitários somente no mês de agosto de
1604.
Desde
aquele dia Miguel fez consistir a essência da vida religiosa não apenas nos
jejuns, nos cilícios e nas vigílias, como na abnegação da própria vontade.
Durante o noviciado era tão virtuoso que foi apontado como modelo também aos
religiosos mais velhos. Ao toque de levantar da meia noite para rezar as
Matutinas foi sempre encontrado desperto. Diz a tradição que uma noite
apareceu-lhe Nossa Senhora e ofereceu-lhe um lírio. Encontrava o seu prazer em
servir o maior número possível de Missas. No altar parecia um serafim e após a
comunhão permanecia absorto. Às vezes, transbordando de alegria, passava a
correr pelo jardim, exclamando: “É tão violento o ardor interno, que se não lhe
abrisse uma saída, ficaria queimado”.
Pela
vivacidade da inteligência e a dedicação ao estudo, Miguel, bem antes de emitir
a profissão, foi enviado para o convento de São Lamberto, nos arredores de
Zaragoza, para que freqüentasse aquela célebre universidade. No século XVI, sob
o influxo do Concílio de Trento, também a Ordem dos Trinitários tinha sido
reformada pela obra de São João Batista da Conceição (1561-1613) com a
aprovação do papa Clemente VIII.
Depois
da profissão religiosa (1607), frei Miguel, sedento de perfeita abnegação e de
rígida penitência, pediu para passar à estreita observância. Tendo-lhe sido
concedido aquele favor, dirigiu-se a pé, no inverno, a Pamplona, para vestir em
Oteiza (1608), nos arredores da capital de Navarra, o tosco saio dos
Trinitários Descalços. Após alguns dias foi enviado a Madri para o ano de
noviciado. Em Alcalá emitiu a profissão religiosa e em La Solana aperfeiçoou-se
nos conselhos evangélicos através de um segundo tirocínio exigido pelas
Constituições.
Foi
então que Deus começou a favorecer o seu servo com dons extraordinários. Um
dia, enquanto encontrava-se com os seus confrades em recreio fora do convento e
discutia com eles sobre o paraíso, de repente deu um grito, voou como uma
flecha sobre uma plantação de cevada e foi pousar-se perante o tabernáculo,
onde permaneceu longamente extasiado.
Desde
aquele dia os gritos improvisos, os arrebatamentos e os êxtases repetiram-se
frequentemente na igreja, no refeitório, pela estrada, apesar da formal
proibição dos superiores para não perturbar o sossego do convento. Para fazê-lo
sair dos sentidos era suficiente falar-lhe da Santíssima Trindade, da
Eucaristia, da Paixão do Senhor, da Santíssima Virgem. Uma quinta-feira santa,
depois de ter elevado os olhos para um grande crucifixo fora do refeitório, deu
um grande grito e arremessou-se para abraçá-lo.
Não
sempre conseguia subtrair-se àqueles impulsos do Espírito Santo, e então
arrastava consigo o objeto ou o confrade ao qual se agarrava. O seu Ministro
Provincial, frei Francisco de Sant’Ana, o enviou a Sevilha para ter com o Padre
Hernando Mata, experto mestre de espírito, para que o examinasse. O piedoso
sacerdote declarou não ter conhecido em sua vida alma mais cândida e mais
inflamada de amor divino como frei Miguel dos Santos. Confirmando tal opinião,
exatamente naquele tempo Jesus concedeu ao seu servo fiel, absorto em oração, o
singularíssimo privilégio da substituição do coração com o seu.
No
mês de outubro de 1611, frei Miguel foi enviado a Baeza para estudar filosofia
e, após três anos, à Universidade de Salamanca para estudar teologia. Certo
dia, enquanto um sacerdote agostiniano entremostrava, na sala de aula, a
gratidão devida ao Sangue Preciosíssimo de Jesus pelos homens, o santo
lançou-se ao alto e permaneceu uns vinte minutos suspendido sobre as cabeças
dos alunos com os braços abertos e os olhos dirigidos ao céu. Por isso, acorria
continuamente ao convento pessoas ávidas de consultar o santo estudante.
Durante
o carnaval, para impedir tantos escândalos, concebeu um projeto audaz. Junto
com seus confrades vestidos como penitentes, flagelando-se sem piedade, tendo
nas mãos uma caveira e na cabeça uma coroa de espinhos, dirigiu-se à praça
pública, em meio ao estupor das pessoas.
Um pregador subiu, então, sobre um banco para lembrar aos gozadores da
vida a vaidade dos prazeres mundanos. De repente, frei Miguel deu um formidável
grito, levantou vôo até o crucifixo que encabeçava o cortejo e, por quinze
minutos, permaneceu suspendido no ar, em êxtase. É inútil dizer que, a tal prodígio, o festim
carnavalesco mudou-se em uma procissão de penitência.
Concluídos
os estudos, frei Miguel foi ordenado sacerdote em Faro (Portugal) em 1615.
Havia desejado tanto aquele dia porque permitia-lhe receber cotidianamente
Jesus Sacramentado. Para exercer o sagrado ministério foi enviado a Baeza. Em
1622 foi nomeado ministro do convento de Valladolid, não obstante que se
reputasse indigno e incapaz. Frei Miguel foi um religioso perfeito. Sobretudo a
sua obediência aos superiores foi sempre pronta, alegre e sem reservas também
quando lhe proibiam entrar em êxtase ou lhe mandavam alimentar-se como todos os
outros, preocupados com sua saúde.
O
Senhor, que não o queria naquele caminho, permitiu que piorasse realmente,
motivo pelo qual, após continuadas provas, os superiores permitiram-no
continuar alimentando-se com um pouco de pão, com alguns cachos de uva seca ou
com um bocado de salada somente a cada três dias. Às vezes chegou a prolongar o
jejum absoluto até duas semanas. Não saboreou outra bebida a não ser água.
Passava até semanas inteiras sem beber. A língua se lhe transformava, então,
numa espécie de sobreiro, mas, ao invés de matar a sede, frei Miguel era capaz
de ir até o chafariz somente para aumentar o espasmo da sede ao contemplar a
água fresca. A quem o exortava para se nutrir, respondia brincando: “O meu
cozinheiro é Deus”.
Amantíssimo
da pobreza evangélica, frei Miguel considerou-se feliz mesmo quando lhe faltou
o necessário. Pode-se dizer que nada possuía, nada desejou, nada usou como
próprio. Por diversos anos repousava um pouco no sótão do convento e somente
nos últimos anos aceitou, por obediência, um cobertor consumpto. Tinha à
disposição só um hábito, deixado de lado pelos outros religiosos e remendado
por si mesmo. Jamais se conseguiu fazer-lhe vestir hábitos novos, apesar de que
lhos oferecessem para ganhar e guardar aquele por ele usado.
Em
sua incomparável humildade frei Miguel dizia que era capaz somente de rezar.
Pelo contrário, quando foi eleito Ministro do Convento de Valladolid, deu prova
de grande habilidade ao afrontar a construção de uma nova igreja sem recursos.
Aos seus religiosos a obra pareceu insensata, mas ele os tranquilizou dizendo:
“Se formos bons, mesmo se trancarmos a porta, o Senhor nos lançará o necessário
pelos muros da horta”.
Inflexível
ao exigir a observância das regras, sabia, porém, torná-la amável e jubilosa,
como sacrifício feito a Deus, sem considerações humanas. O único escopo de sua
vida foi de conformar-se à vontade d’Ele “querendo – dizia – não somente aquilo
que Deus quer, mas aquilo que Deus quer que eu queira”. Tinha assim alcançado
tal união com a Santíssima Trindade que não sabia se comia, se bebia, se dormia
ou se caminhava.
Interrogado
pelo Ministro Provincial sobre quantas horas por dia dedicava à oração,
respondeu com simplicidade: “Eu rezo sempre”. De noite descansava apenas duas
horas no chão, agachado sobre um banquinho com o rosto entre as mãos. “O meu
bom Deus – dizia – me acorrenta e não me deixa dormir”. Habitualmente a sua
Missa durava duas horas, por causa dos frequentes arrebatamentos aos quais
estava sujeito. Todavia a igreja estava sempre muito cheia de fiéis.
Uma
vez, à elevação do cálice, permaneceu elevado no ar por quase meia hora, e
outra vez, tendo permanecido com os braços abertos em forma de cruz, não se deu
conta que a chama de uma vela queimava-lhe a mão direita. Mais de uma vez foi
visto emanar da sua pessoa um celestial esplendor e fulgurar-lhe ao redor da
cabeça uma auréola de glória que deslumbrava a vista. O incêndio espiritual do
amor divino se refletia no corpo com tal calor que não conseguia controlar-se.
Um dia, enquanto discutia com o pároco de Marmel sobre o mistério da Santíssima
Trindade, onde tinha ido para pregar, do seu peito jorrou algo como um vulcão
de chamas resplandecentes. Admirado, o pároco quis abraçá-lo, mas caiu
desmaiado por terra pela grandeza do calor e do fulgor daquela chama.
O
apostolado de frei Miguel não se limitou à oração pelos pecadores, à penitência
rigorosa, às conversações particulares ou ao ministério das confissões, mas se
afirmou vigorosamente também no púlpito. Aos fiéis falava, sobretudo, do amor
de Deus aos homens e do mistério da Eucaristia, sem cair nas pomposidades de
seu tempo histórico. Para salvar até mesmo uma só alma estava disponível a
tolerar infinitas labutas. Os contínuos êxtases, que o surpreendiam bem no meio
das pregações, turbavam-lhe as alegrias procuradas por tal apostolado. De vez em
quanto protestava: “Se desta vez me acontecer a mesma ‘desgraça’, não subirei
jamais ao púlpito”. Todavia, a cada convite, era incapaz de resistir à
manifesta vontade de Deus para o bem do povo.
Nobres
e plebeus, ricos e pobres, eclesiásticos e seculares, acorriam a ele como a um
oráculo para todas as suas necessidades, sem jamais ficar desiludidos, pois
Deus tinha concedido a frei Miguel o dom de perscrutar os corações, de predizer
eventos distantes e futuros, de sarar os enfermos com a simples imposição das
mãos, com um sinal de cruz ou com a leitura de um trecho do Evangelho. Porém,
não obstante tudo isso, o santo considerava-se “um miserável, um ingrato, uma
terra estéril, incapaz de fazer frutificar os dons recebidos do céu”. Era-lhe,
portanto, de grande confusão ouvir-se chamar por todos “o santo”, ver as
pessoas ajoelhar-se diante dele e procurar beijar-lhe a ponta do hábito.
Enquanto
era pároco em Baeza, em uma conversação entre amigos sobre a morte inexorável e
a felicidade do céu, frei Miguel tinha exclamado improvisamente: “O Senhor na
sua infinita misericórdia me fez conhecer que preciso trabalhar e pregar muito,
até os trinta e três anos; então me chamará a si quando eu for Ministro do
Convento de Valladolid”.
Ao
aproximar-se do tempo de sua morte, confirmou a penitentes e a confrades que
morreria à idade do Senhor. Na segunda-feira de Páscoa de 1625 foi, de fato,
constrangido a ficar de cama por causa de uma febre violenta que o pegou no
momento em que pregava. Viveu ainda dez dias em uma contínua oração.
A
quem perguntou-lhe quais graças desejava alcançar, respondeu: “Peço ao Senhor
sobretudo para sofrer os tormentos e as penas que os mártires e os santos
sofreram e sofrerão até o fim do mundo, e depois que se forme uma só chama de
amor do qual ardem os beatos e os espíritos celestes e me consome o coração”.
Um confrade lhe perguntou se temia a morte. Respondeu-lhe: “Perturba-me somente
o pensamento de morrer em um lugar onde se tem muita estima de mim, que sou um
miserável”.
Faleceu
no dia 10 de abril de 1625, após ter beijado o crucifixo e exclamado,
levantando os olhos ao céu: “Creio em Deus, espero em Deus, amo Deus!”. Logo
que se espalhou a notícia de seu falecimento, uma enorme multidão amontoou-se
perante a porta do convento gritando: “Queremos ver o santo”.
Foram
assim numerosos aqueles que desejavam ter um pedacinho do saio do defunto como
relíquia, que seus confrades precisaram revesti-lo com outro saio por até três
vezes. Pouco depois do enterro de frei Miguel foram verificados cinquenta
milagres, recebidos de Deus, por sua intercessão, pelos devotos.
Pio
VI o beatificou em 2 de maio de 1779 e Pio IX o canonizou no dia 8 de junho de
1862. João XXIII o nomeou padroeiro da cidade em que nasceu, VICH. As relíquias
de São Miguel dos Santos, padroeiro da juventude trinitária, são veneradas em
Valladolid, na paróquia de São Nicolau.
Do
livro: I Santi canonizzati del giorno, vol. 4, Udine: ed. Segno, 1991, pp.
54-56.
Trido
a São Miguel dos Santos
Ó
Anjo de pureza, São Miguel dos Santos, vós que agraciado com as bênçãos
divinas, desde a infância vos consagrastes todo ao Senhor com o voto de
virgindade e por duas vezes o confirmastes com a profissão religiosa, mantendo,
pois, intacta até a morte a pureza da alma e do corpo com sublime perfeição:
por vossos méritos alcançai de Deus a graça de guardar a nossa alma livre de
todas as manchas do pecado e se, por grande desgraça, formos réus de graves
culpas, a de lamentá-las no sacramento da Reconciliação, com as lágrimas
sinceras da mais viva dor e com a firme vontade de não mais cometê-las,
esforçando-nos futuramente em manter sempre viva em nós a graça reconquistada,
servindo fielmente a Deus até a morte.
Glória ao Pai...
Antífona:
Como
a estrela da manhã entre as nuvens, como a lua nos dias que está cheia, como o
sol brilhando entre nuvens de glória: assim São Miguel dos Santos brilha na
casa do Senhor. (Cf. Eclo 50,6).
V.
O Senhor o amou e o ornou com sua glória.
R.
E o revestiu com o manto da vitória.
Oremos:
Deus
misericordioso, no sacerdote São Miguel dos Santos nos destes um exemplo
admirável de inocência e de caridade; concedei-nos que, instruídos pelos seus
exemplos e inflamados do vosso amor, mereçamos chegar até vós na alegria. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Antífona:
Quasi
stella matutina in médio nébulae, et quasi luna plena in diébus suis, et quasi
sol refúlgens ínter nébulas glóriae: sic sánctus Míchaël effúlget in domo
Dómini. (Cf. Eclo 50,6).
V.
Amávit eum Dóminus, et ornávit eum.
R.
Stólam glóriae índuit eum.
Oremus:
Miséricors
Deus, qui sánctum Michaëlem Confessórem túum, mórum innocéntia et mirábili
caritáte praestáre voluísti: concéde, quaésumus, ut ejus intercessióne a vítiis
liberáti, et igne tui amóris succénsi, ad te perveníre mereámur. Per Chrístum
Dóminum nóstrum. Amen.
ORAÇÃO
PARA O DIA DA FESTA
Ó
glorioso São Miguel dos Santos que, coroado de glória e de honra, gozais agora
no céu o premio das vossas virtudes, e contemplando face a face o Deus uno e
trino, participais da glória eterna: não vos esqueceis de nós, que imploramos a
vossa ajuda. Do vosso trono imortal olhai propício o estado de miséria em que
nos encontramos. Tende compaixão de nós e alcançai-nos o auxílio e as graças
que tanto necessitamos.
Ó
nosso grande Advogado, fazei-nos sentir a eficácia da vossa grande proteção, a
fim de que, tendo na vida os vossos favores, possamos um dia ter a consolação
de chegar ao céu para gozar, louvar e agradecer convosco para sempre a
Santíssima Trindade. Amém.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
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