domingo, 15 de fevereiro de 2015





Um dia, um grupo de jovens viu Rabi'a, que corria apressadamente, com fogo numa das mãos e água na outra.
Eles perguntaram:
- Para onde você vai desse jeito, Mestra? O que você busca?
- Estou indo para o Céu, respondeu. Estou levando o fogo para o paraíso e a água para derramar no inferno. Assim, o paraíso desaparecerá, e o inferno desaparecerá, e só permanecerá Aquele que é o alvo. Então os homens considerarão Deus sem esperança e sem temor, e assim o adorarão. Porque se já não houvesse esperança num paraíso nem medo do inferno, será que já não adorariam o Verdadeiro e não lhe seguiriam?
(Rabi'a, mestra sufi do século VIII)

Fonte:https://www.facebook.com/RosacruzAureaBrasil?fref=nf

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Homem e A Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.


Victor Hugo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

10 CONSELHOS QUE RECEBEMOS ANTES DE VIR PARA ESTE PLANETA

1) Você receberá um corpo. Poderá amá-lo ou odiá-lo, mas ele será seu todo o tempo. 
2) Você aprenderá lições. Você está matriculado numa escola informação de tempo integral chamada Vida. A cada dia, terá oportunidade de aprender lições. Você poderá amá-las ou considerá-las idiotas irrelevantes. 
3) Não há erros, apenas lições. O crescimento é um processo de ensaio e erro, de experimentação. Os experimentos 'mal sucedidos' são parte do processo, assim como experimentos que,em última análise, funcionam.
4) Cada lição é repetida até ser aprendida. Ela será apresentada à você sob várias formas. Quando você a tiver aprendido, passará para a próxima. 
5) Aprender lições é uma tarefa sem fim. Não há nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições a serem aprendidas e ensinadas.
6) 'Lá' só será melhor que 'aqui'. Quando o seu 'lá' se tornar Um aqui', você simplesmente terá um outro 'lá' que novamente parecerá melhor que 'aqui'!
7) Os outros são apenas espelhos de você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa em outra pessoa, a menos que ela reflita algo que você ame ou deteste em você mesmo.
8) O que você faz da sua vida é problema seu. Você tem todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que você faz com eles não é da conta de ninguém. A escolha é sua.
9) As respostas para as questões da vida estão dentro de você.Você só precisa olhar, ouvir e confiar.
10) Você se esquecerá de tudo isso.. e ainda assim, você se lembrará !


Fonte: https://www.facebook.com/EspiritualidadeElevada/photos/a.391351094247479.80447.391348104247778/764740300241888/?type=1&fref=nf

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ahimsa, (Sânscrito: ahiṃsā “não agressão”) nas religiões hindus do Jainismo, Hinduísmo e Budismo são o princípio ético de não causar dano a outros seres vivos. No Jainismo, ahimsa é o padrão pelo qual todas ações são julgadas. Para o chefe de família observar seus pequenos votos (For a householder observing the small vows (anuvrata), a prática de ahimsa requer que ele não nenhuma vida animal. Entretanto, para o asceta observar seus grandes votos (mahavrata) ahinsa implica no supremo cuidado em evitar que consciente ou inconscientemente cause dano a qualquer alma viva (jiva); assim, ahimsa se aplica não somente aos seres humanos e grandes animais, mas também a insetos, plantas e micróbios. A interrupção do progresso spiritual de outro Jiva incorre em Karma – o efeito acumulado de ações passadas, concebidas pelos Jainistas como a fina partícula da substância que adere sobre a jiva - atolando a pessoa no samsara, o ciclo de renascimentos na existência terrestre mundana. Não apenas violência física mas também a violência ou outros pensamentos negativos que resultem na atração de Karma. Muitas práticas jainistas habituais, como não comer ou beber depois da escuridão ou vestir roupas que cubram a boca (mukhavastrika) adotadas pelos monges, são baseadas no princípio de ahimsa. Embora hinduístas e budistas nunca exigiram a mesma conduta para a estrita observância de ahimsa, o vegetarianismo e a tolerância para com todas as formas de vida tornou-se largamente difundida na Ìndia. O imperador budista Ashoka em seus Éditos do Século 3 A.C. salientou a santidade da vida animal. Ahimsa é uma das primeiras disciplinas ministradas ao estudante de Yoga e é obrigatória para o domínio da fase preparatória (yama), a primeira dos oito fases que conduzem à concentração perfeita . No início do século 20 Mohandas K. Gandhi ampliou o conceito de Ahimsa para a esfera política como satyagraha , ou resistência não-violenta a um mal específico.




Fonte: www.britannica.com/EBchecked/topic/10041/ahimsa+&cd=13&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=br


AMOR (AHIMSA)

Na semana passada vimos que o atalho da Verdade é tão estreito quando certo. podemos dizer o mesmo com relação ao ahimsa. É como se nos equilibrássemos na lâmina de uma espada. Um acrobata, concentrando-se em suas faculdades, pode dançar sobre uma corda suspensa. Mas é necessária uma concentração muito maior agora para seguir a vereda da Verdade e do ahimsa. A mais ligeira distração traz queda. Não é senão através de um esforço incessante que podemos chegar a realizar em nós a Verdade e o ahimsa.

É-nos impossível realizar a Verdade perfeita enquanto formos prisioneiros deste envoltório mortal. Não podemos senão representá-lo pela imaginação. Nosso corpo efêmero não é um instrumento com o qual possamos ver face à face a Verdade, que é eterna. Por essa razão somos levados, finalmente, a contar com nossa fé.

Parece que a impossibilidade de realizar plenamente a Verdade com nosso corpo mortal dá, entretanto, a oportunidade a qualquer ansião que com prudência busca a Verdade, de avaliar o ahimsa. O problema dianto do qual nos defrontamos é o seguinte: “Suporto os que me trazem dificuldades ou os destrui”? Compreende-se, então, que aquele que persiste em destruir os outros seres não vai avante, mas fica simplesmente, onde está, enquanto que aquele que suporta as criaturas que lhe criam entraves vai avante, e leva mesmo, às vezes, outras pessoas consigo. Consequentemente, quanto mais se recorre à violência, mais longe se está da Verdade. Pois lutando contra o inimigo que se procura, no exterior, negligencia-se o inimigo interior.

Castigamos os ladrões porque nos cremos perseguidos por eles, mas se eles nos deixassem tranquilos seria unicamente para atacar algum outro indivíduo. Ora, a outra vítima é também um ser humano, isto é, nós mesmos sob forma diferente, e assim caímos num círculo vicioso. O problema criado pelos ladrões continua a crescer, pois eles consideram o roubo como seu trabalho. Por fim, não percebemos que é preferível suportar os ladrões a persegui-los. Talvez nossa paciência os amenize nos sentimentos. Suportando-os, poderemos compreender que eles não são diferentes de nós, que são nossos irmãos, nossos amigos, e que não devemos puní-los. Mas enquanto suportamos os ladrões, não é preciso que nos resignemos ao que está errado. Isto seria indigno! É então que descobrimos um novo dever. Se consideramos os ladrões como membros de nossa família, é preciso mostrar-lhes tal parentesco. Devemos nos esforçar para encontrar os meios de fazê-los vir até nós. Eis o caminho da ahimsa. Este caminho pode provocar sofrimentos contínuos, e nos obriga a cultivar uma paciência infinita, mas se tais condições forem aceitas, o ladrão será forçado a renunciar a sua vida errada. E assim, passo a passo, chegaremos a estabelecer relações de amizade com o mundo inteiro; compreenderemos a grandeza de Deus, da Verdade. A paz de nosso espírito será mais profunda, apesar dos sofrimentos; tornar-nos-emos mais corajosos e empreendedores; compreenderemos mais claramente a diferença entre o que é eterno e o que não o é; aprenderemos a distinguir entre o que é nosso dever e o que não o é. Nosso orgulho cederá e nos tornaremos humildes. Nossos laços terrestres se relaxarão e o mal que há em nós diminuirá dia a dia.

O ahimsa não é uma coisa simples e grosseira que possa ser descrita. Não fazer o mal a nenhum ser vivente é, sem dúvidas, uma parte do ahimsa, mas isto não é mais que um pequeno aspécto. O princípio do ahimsa é uma luta contra todo pensamento mau, toda precipitação, injustificada, contra a mentira, o ódio, o fato de desejar o mal a qualquer pessoa. Violaremos tal princípio se retivermos conosco o que o mundo tem carência. O mundo precisa do que comemos a cada dia! Há milhões de microorganismos aos quais o lugar que ocupamos pertence, e nossa presença os faz sofrer. Então, que fazer? Suicidar-nos? Esta não é a solução, pois nós admitimos que o espírito, que é ligado à carne, torna-se um corpo novo assim que o antigo é destruído. O corpo somente cessará quando não tivermos com ele nenhuma relação. Esta libertação de todos os laços é a realização de Deus como Verdade. Tal realização não pode ser feita antes do seu tempo. O corpo não nos pertence. Enquanto durar, devemos servir-nos dele como uma coisa que nos foi confiada e da qual somos responsáveis. Considerando também o que pertence à carne, podemos esperar, um dia, a libertação do corpo. Compreendendo as limitações às quais a carne está sujeita, devemos, cotidianamente, esforçar-nos em direção ao ideal, com toda força que temos em nós.

O que foi dito terá, talvez, feito compreender que sem o ahimsa é impossível procurar e encontrar a Verdade. O ahimsa e a Verdade estão tão estreitamente ligados que é impossível separar um do outro. São como duas faces de uma medalha, ou de um disco de metal liso e sem impressão alguma. Quem poderá saber qual é o verso e qual o reverso? Entretanto, o ahimsa é o meio e a Verdade é o fim. Os meios, para serem meios, devem estar ao nosso alcance; o ahimsa é nosso dever supremo. Se aplicarmos os meios com prudência, estejamos certos de que, mais cedo ou mais tarde, chegaremos ao fim. Uma vez que compreendamos isto não pode haver dúvida quanto à vitória final. Quaisquer que sejam as dificuldades a defrontar, quaisquer que sejam as derrotas a que aparentemente nos submetemos, não nos é permitido abandonar a procura da Verdade, que somente é, pois que ela é Deus Ele-mesmo.


Mahatma Gandhi (Cartas a Ashram – Capítulo 2) - in https://jyotiprema.wordpress.com/2010/09/01/gandhi-e-o-ahimsa/


A alma humana é como a água: ela vem do Céu e volta para o Céu, e depois retorna à Terra, num eterno ir e vir.

Goethe




SRI AMMA: "O amor tem muitas faces. Ele se manifesta em momentos diferentes de formas diferentes.


Na relação com os filhos, o amor se manifesta como afeto. Permita-se ser afetado pelos medos, complexos, inseguranças e frustrações do seu filho. Estenda a mão com a compreensão.

Na relação conjugal, o amor é paixão e respeito; é ser amigo e estar junto nos momentos difíceis.

O amor é prover e dar para a família. O amor se transforma em sensibilidade e consciência das necessidades do outro.

No trabalho, o amor se manifesta como compromisso e paixão pela excelência.

Para amigos, amor significa conselho certo em momentos difíceis e diversão nos momentos fáceis.

Para a Nação, o amor significa criar riqueza através de integridade.
Na vida, o amor surge na forma de coragem e aceitação. Derruba os muros de medo e permite que cada experiência flua através de você; assim como as águas fazem sobre as areias.

A vida é completa apenas quando você cultiva o amor em todas as suas formas. Todos os que se queixam contra você são lembretes do céu pedindo-lhe para atingir o amor em seus níveis mais elevados.